O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (18) a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em resposta ao aumento da recompensa oferecida pelos Estados Unidos por informações que levem à sua captura. Washington dobrou o valor de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (R$ 273 milhões) e lançou uma operação antidrogas no Caribe.

Em discurso transmitido pela TV estatal, Maduro disse que as milícias estarão “preparadas, ativadas e armadas” para defender o território e acusou os EUA de renovar “ameaças” contra seu governo. A força, criada por Hugo Chávez e integrada à Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), reúne cerca de 5 milhões de reservistas, segundo dados oficiais.

O Departamento de Justiça americano acusa Maduro de narcotráfico e narcoterrorismo, afirmando que ele atua em parceria com facções criminosas como o Tren de Aragua e o cartel de Sinaloa. A agência antidrogas (DEA) diz já ter apreendido 30 toneladas de cocaína e mais de US$ 700 milhões em bens ligados ao líder chavista.

A relação entre Caracas e Washington está rompida desde 2017. Em 2019, os EUA reconheceram Juan Guaidó como presidente interino e impuseram sanções severas ao regime chavista, sem sucesso em derrubar Maduro.

Fonte: Portal Estado do Pará News

Foto: AFP via Getty imagens/BBC News Brasil