Seca extrema compromete produção agrícola, abastecimento de água e transporte escolar em comunidades rurais
A falta de chuvas em Mojuí dos Campos, no oeste do Pará, tem provocado uma grave estiagem que afeta diretamente a vida de centenas de famílias. A situação já atinge cerca de 20 comunidades rurais, somando mais de mil famílias prejudicadas, segundo a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec).

Com o solo seco e pastagens comprometidas, agricultores e criadores enfrentam dificuldades para manter a produção e alimentar o gado, o que ameaça a principal base econômica do município, a agricultura familiar.
Preocupada com o cenário, a gestão municipal, por meio da Defesa Civil, realizou nesta quarta-feira (29) uma visita técnica à represa de Curuá-Una para avaliar de perto os impactos da estiagem. A inspeção foi conduzida pelo coordenador da Defesa Civil, Guilherme Dourado, acompanhado de moradores e líderes comunitários, com o objetivo de buscar medidas emergenciais que possam amenizar os efeitos da seca.
“A situação é crítica. Estamos unindo esforços com a comunidade para encontrar alternativas e garantir o abastecimento de água às famílias afetadas”, destacou Dourado.

Rios secando e transporte comprometido
Com a escassez de chuvas, rios e igarapés, principais fontes de abastecimento e subsistência das comunidades ribeirinhas, estão secando rapidamente. O nível da água caiu drasticamente, dificultando a navegação e prejudicando o transporte escolar, que agora precisa ser feito por rotas terrestres mais longas e precárias.

A falta de água também provocou o rebaixamento de poços artesianos em várias localidades. Em comunidades como Porto Alegre, os poços chegaram a secar completamente, forçando moradores a buscar água em escolas. As nascentes, que antes garantiam água limpa para o consumo diário, estão desaparecendo.
Pesca e saúde em risco
A pesca, uma das principais fontes de alimento e renda, também foi severamente afetada. Com o baixo nível dos rios e a falta de oxigenação da água, peixes estão morrendo, reduzindo a oferta de proteína para as famílias ribeirinhas.
A estiagem ainda tem impactado a saúde da população. O aumento da poeira e das queimadas tem causado uma alta nos casos de alergias e doenças respiratórias, principalmente entre crianças e idosos.
População cobra soluções duradouras
Moradores cobram políticas públicas de longo prazo, voltadas à preservação das nascentes, recuperação dos igarapés e apoio à agricultura familiar, setor que sustenta a economia local e garante o alimento nas mesas das comunidades rurais.

Foto: Divulgação / Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil
Fonte: Portal Estado do Pará News
Editor: Elivaldo Silva – Registro Profissional 276-RR
