O prefeito de Campo Novo do Maranhão, conhecido como Júnior Garimpeiro (PSB), foi preso em Confresa (MT) após uma abordagem de rotina realizada pela Polícia Militar, na tarde de quarta-feira (12), na rodovia MT-430.
A ação terminou com a apreensão de sacos contendo material com indícios de ouro bruto e a condução de quatro pessoas à Delegacia de Polícia Civil.

Abordagem e material apreendido
De acordo com a PM, uma caminhonete Ranger preta foi abordada após os policiais perceberem comportamento suspeito dos ocupantes. O grupo — formado por três homens e uma mulher — apresentou explicações contraditórias sobre o destino e a finalidade da viagem.
Durante a checagem, foi constatado que o prefeito já possuía registro anterior por usurpação de bem da União, crime relacionado à extração mineral irregular.
Diante das inconsistências, os policiais realizaram uma busca detalhada no veículo. Na carroceria, encontraram vários sacos com solo pedregoso, típico de regiões de garimpo. No interior da cabine, foram localizados pequenos fragmentos amarelados guardados em um invólucro plástico, com características semelhantes às do ouro.
O material foi levado para análise pericial, e, com o auxílio de um detector de metais, foi confirmada a presença de metal nos invólucros.
Investigação e suspeita de garimpo ilegal
A Politec orientou que as amostras sejam enviadas para Cuiabá, onde será realizada a análise detalhada da composição mineral. A caminhonete também passou por vistoria em uma oficina especializada, pois há suspeita de que pneus sejam usados para ocultar minério ou outros materiais ilícitos.
Durante a revista dos pertences, os policiais recolheram celulares, rádios comunicadores, GPS de alta precisão, cadernos com anotações sobre mineração, notas fiscais, recibos de combustível e materiais de estudo em língua indígena.
Dois integrantes do grupo afirmaram trabalhar em garimpo, e um deles se identificou como indígena, o que levantou indícios de exploração mineral em território protegido.
O prefeito, sua esposa, e os demais ocupantes foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Confresa, que agora investiga se o material é realmente ouro e se há ligação com extração ilegal em áreas da União ou terras indígenas.
As investigações continuam.
Foto: Reprodução
Com informações do Primeira Página
