Uma equipe de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagrou, no final de fevereiro, a extração ilegal de madeira em áreas de reserva legal de propriedades rurais nos municípios de Ulianópolis e Dom Eliseu, no sudeste do Pará.
Em Ulianópolis, a irregularidade foi identificada durante vistorias em áreas previamente embargadas. Com o uso de drones, as equipes detectaram indícios de exploração florestal na reserva legal de uma fazenda, o que motivou o deslocamento imediato até o local.
No interior da propriedade, os agentes confirmaram a retirada de madeira destinada ao abastecimento de serrarias ilegais da região, além da utilização do material para a produção de estacas empregadas na construção de cercas e outras estruturas na própria fazenda responsável pelo dano ambiental.
Durante a fiscalização, foi localizado um trator utilizado na atividade ilegal, escondido em área de difícil acesso dentro da floresta. O equipamento foi apreendido, removido e encaminhado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ulianópolis, medida adotada para impedir a continuidade da infração.
O proprietário da fazenda foi autuado em R$ 485 mil por dano ambiental em uma área de 96,3373 hectares — extensão equivalente a cerca de 97 campos de futebol — que foi embargada. Além das sanções administrativas, ele responderá por crime ambiental.
Descumprimento de embargo e desmatamento em Dom Eliseu
Em Dom Eliseu, os fiscais constataram o descumprimento de embargo em uma propriedade rural e identificaram desmatamento de vegetação nativa na área de reserva legal.
A madeira extraída estava sendo processada no próprio local e seria utilizada como matéria-prima para a produção de carvão vegetal em carvoarias ilegais situadas na região da Vicinal Berbel. Durante a ação, também foi apreendido um caminhão empregado no transporte da madeira retirada da área desmatada.
As operações integram a Operação Terra Proibida, que tem como objetivo impedir a utilização de áreas embargadas e coibir novos desmatamentos ilegais na região. O Ibama informou que as fiscalizações terão continuidade, com monitoramento constante para identificar novas infrações e responsabilizar os envolvidos.
Foto: Ibama/Pará
Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Ibama
