Pedro de Morais Santos Garcia, de 43 anos, guarda municipal de Marituba, Região Metropolitana de Belém, é apontado pela polícia como o maior traficante de drogas do Amapá. Segundo as investigações, ele é liderança da facção Família Terror do Amapá (FTA) e responsável pela logística de distribuição de entorpecentes.
Pedro foi o principal alvo da Operação Abadom, deflagrada nesta terça-feira (31) em oito estados. Ele conseguiu fugir antes da chegada dos policiais.
De acordo com a polícia, o suspeito iniciou sua atuação criminosa no Amapá e, após ganhar espaço na facção, ingressou na Guarda Municipal no Pará. A Prefeitura de Marituba informou que, se o envolvimento for comprovado, medidas administrativas serão adotadas.
A investigação aponta que Pedro operava entre Amapá e Pará, utilizando a região amazônica e suas rotas fluviais para facilitar o tráfico. Drogas como cocaína e crack eram transportadas em embarcações entre Macapá e Santana, sendo escondidas em objetos comuns para despistar a fiscalização.
Segundo o delegado Stefano Santos, o investigado utilizava o cargo público como forma de encobrir as atividades ilegais, chegando a atuar simultaneamente na segurança pública e no comando do tráfico.
Pedro já havia sido alvo de uma operação em 2021, relacionada ao roubo de uma aeronave no sul do Amapá. O avião foi localizado posteriormente em Sinop (MT).
Operação Abadom
A operação investiga um esquema de tráfico de drogas associado à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e “laranjas”. De acordo com a polícia, cerca de R$ 40 milhões foram movimentados pelo grupo.
Foram expedidos 54 mandados de prisão preventiva e 64 de busca e apreensão em vários estados, incluindo Amapá e Pará. Também houve bloqueio de bens, apreensão de veículos de luxo, imóveis e dinheiro em espécie.
Segundo a Polícia Civil, nove mulheres atuavam como laranjas, cedendo contas bancárias para movimentação financeira da organização criminosa.
Força integrada
A operação contou com a atuação conjunta das polícias estaduais e federais. As investigações tiveram início com a Polícia Federal, que identificou a atuação de facções com alcance nacional e internacional na região.
As autoridades destacam que o combate ao crime organizado depende da integração entre as forças de segurança. A ação faz parte do programa Amapá Mais Seguro, criado em 2023 para conter o avanço das facções no estado.
Foto: Polícia Federal/Divulgação
Fonte: G1 Amapá
