Hoje a nossa editoria irá falar sobre os olhos, órgãos responsáveis pela visão, que capta luz e a converte em impulsos elétricos processados pelo cérebro. Os olhos revelam sentimentos, intenções, a essência de uma pessoa e comunica mais do que palavras. Na Bíblia, lemos em Mateus 6.22 que “a candeia do corpo são os olhos”. O poeta Leonardo da Vinci, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, “os olhos são as janelas da alma”.
O tema desta semana é “derrame ocular”, tecnicamente conhecido como “hiposfagma ou hemorragia subconjuntival”. Por definição é a ruptura de pequenos vasos entre a conjuntiva (membrana transparente) e a esclera (a parte branca do olho), gerando uma mancha vermelha viva, geralmente, sem dor ou alteração na visão.
A doença tem como principais causas: excesso de esforço físico ou pressão (causada por tosse, espirro ou vômito); trauma leve (coçar os olhos com força); condições de saúde (hipertensão arterial), diabetes e alterações na coagulação; e medicamentos (uso de anticoagulantes, como Ácido Acetilsalicílico, conhecido por AAS).
Geralmente o sangue é reabsorvido pelo organismo em uma a duas semanas, sem sequelas. Ele costuma mudar de cor, passando de vermelho para o amarelado (parecido com um hematoma na pele) até o seu desaparecimento.
Especialistas recomendam evitar coçar ou manipular os olhos e usar colírios lubrificantes (lágrimas artificiais), conforme prescrição médica.
O derrame ocular apenas deixa avermelhada a parte branca dos olhos sem afetar a visão, diferente do AVC ocular, que é uma oclusão vascular da retina, uma emergência que requer cuidado imediato.

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Foto: cedida por Ezequias Gadelha
Por Ezequias Gadelha / Com informações Biblioteca Virtual em Saúde MS, Cema Hospital, MSD Manuais, Mondevi e Tua Saúde
