Primeiro carregamento saiu de Porto Trombetas em 13 de agosto de 1979, com cerca de 21 mil toneladas de bauxita destinadas ao Canadá; ao longo das décadas, empresa ampliou investimentos em comunidades, educação, meio ambiente e qualificação profissional
A Mineração Rio do Norte (MRN) completa, nesta quinta-feira (13), 47 anos do primeiro embarque de bauxita realizado em Porto Trombetas, distrito de Oriximiná, no oeste do Pará. O marco ocorreu em 13 de agosto de 1979, quando o navio Cape Race deixou a região transportando aproximadamente 21 mil toneladas do minério com destino ao Canadá.
Desde então, a trajetória da empresa na Amazônia passou a ser marcada não apenas pela atividade mineral, mas também por iniciativas voltadas à preservação ambiental, valorização das comunidades e formação profissional.
Ao longo dessas décadas, moradores da região também passaram a construir suas próprias histórias dentro da mineração. É o caso de Gliciane Auzier, quilombola da comunidade Boa Vista, que ingressou na MRN como operadora de equipamentos e atualmente cursa Gestão Financeira, com o objetivo de alcançar uma posição de liderança. Outro exemplo é Zivaldo Viana, também da comunidade Boa Vista, que iniciou sua trajetória ainda adolescente, por meio de um projeto de formação profissional, e hoje ocupa o cargo de gerente técnico após 33 anos de atuação na empresa.
Conexão com as comunidades
A relação com as comunidades é outro eixo destacado pela MRN. Desde 2010, o Programa de Educação Socioambiental (PES) reúne iniciativas nas áreas de geração de renda, saúde, educação, cultura e meio ambiente.
Na educação, programas como o Programa de Apoio ao Ensino Básico (PAEB) e o Programa de Apoio ao Ensino Superior (PAES) oferecem suporte a estudantes, incluindo materiais escolares, transporte, alimentação e auxílio financeiro para universitários.
Já o Projeto Educação pelo Trombetas atua na capacitação e qualificação profissional, preparando moradores para o mercado de trabalho e incentivando o empreendedorismo. As ações alcançam comunidades como Lago do Ajudante, onde vivem mais de 150 famílias.

Meio ambiente e recuperação de áreas
A recuperação ambiental também ocupa espaço central na atuação da empresa. O processo de recuperação de áreas mineradas utiliza espécies nativas e conta com a participação de comunidades que fornecem parte das sementes utilizadas no Viveiro Florestal da MRN, que possui capacidade para produzir até 1 milhão de mudas.
Em 2022, mais de 360 hectares foram replantados. No mesmo período, ações de monitoramento de fauna resultaram no resgate de 16.056 animais em áreas de supressão vegetal.
A empresa também mantém ações relacionadas ao gerenciamento de resíduos e ao monitoramento da qualidade do ar, da água e dos níveis de ruído.

Valorização dos trabalhadores
A mão de obra regional representa 83% do efetivo da MRN, que reúne atualmente cerca de 6 mil empregados diretos e indiretos. A empresa também mantém programas de capacitação e desenvolvimento profissional.
A trajetória de trabalhadores como Edmilson de Azevedo, que chegou a Porto Trombetas no início dos anos 1980 e acumula mais de quatro décadas de atuação, representa parte dessa história construída junto à mineração no oeste paraense.
A empresa também destaca avanços na área de Diversidade e Inclusão. O programa “MRN pra Todos” registrou crescimento da participação feminina entre 2021 e 2022, quando o percentual de mulheres no quadro de empregados passou de 6,6% para 11,8%.
Diálogo e futuro
Outro ponto destacado pela MRN é o diálogo com a sociedade em torno do Projeto Novas Minas (PNM), empreendimento de continuidade operacional que está em processo de licenciamento ambiental.
Em audiências públicas realizadas nos municípios de Faro, Terra Santa e Oriximiná, mais de 1.600 pessoas participaram das discussões sobre o projeto, apresentaram dúvidas e fizeram contribuições.
Para a empresa, a manutenção do diálogo com comunidades, poder público, empregados, parceiros e demais representantes da sociedade é considerada fundamental para a continuidade das atividades e para a construção de um legado de desenvolvimento na região.
Após 47 anos do primeiro embarque, a história da MRN segue ligada à produção de bauxita, mas também às transformações sociais, econômicas e ambientais vivenciadas por comunidades do oeste do Pará.
Fotos: Divulgação
