A professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), Zélia Amador de Deus, morreu nesta terça-feira (8), aos 74 anos, em Belém.

Pesquisadora em Ciências Sociais e uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), Zélia dedicou décadas à luta contra o racismo e à defesa dos direitos da população negra, quilombola, indígena e de povos tradicionais.

Vice-reitora da UFPA entre 1993 e 1997, ela também teve papel importante na defesa das cotas raciais e do acesso e permanência de grupos historicamente excluídos no ensino superior.

Nascida em Soure, na Ilha do Marajó, em 1951, enfrentou o racismo desde a infância e transformou sua trajetória em uma referência de resistência, educação e luta pela igualdade racial.

Em agosto deste ano, foi homenageada pela UFPA com o plantio de um baobá, símbolo de ancestralidade e memória.

Estado do Pará News — Notícia com Qualidade

Foto: Heloísa Torres/UFPA

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