Quarta edição do evento será realizada em 31 de outubro, no assentamento Serra Azul, onde o cultivo de banana movimenta a economia local e gera centenas de empregos.
A agricultura familiar, o empreendedorismo e a valorização do trabalho no campo estarão em destaque na quarta edição do Festival da Banana, que será realizada no próximo dia 31 de outubro, no assentamento federal Serra Azul, na Gleba Mulata, em Monte Alegre, no oeste do Pará. Com apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), agricultores assentados se preparam para mais uma edição do evento, que celebra a produção rural e impulsiona a economia da comunidade.
Nos últimos dez anos, o cultivo de banana ganhou protagonismo na região. Atualmente, são mais de 300 mil pés de dez variedades, distribuídos em uma área de 1,5 mil hectares. A atividade gera cerca de 200 empregos diretos e 140 indiretos, além de movimentar uma receita anual estimada em R$ 18 milhões.
Capacitação incentiva empreendedorismo e autonomia feminina
Como parte da preparação para o festival, a Emater, em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), capacitou 20 mulheres do grupo Mulheres de Asa, ligado à Associação do Assentamento Serra Azul. A formação é voltada à produção culinária de derivados de banana e cacau, com incentivo ao empreendedorismo rural.
Entre as iguarias que as participantes pretendem produzir estão chips e farinha de banana, chocolate com quase 100% de cacau e licor de cacau. A iniciativa busca agregar valor à produção local, ampliar as oportunidades de comercialização e fortalecer a participação feminina na geração de renda.
Paralelamente, outros 20 agricultores receberam atualização sobre tratos culturais no cultivo do cacau, reforçando o investimento em conhecimento técnico e melhoria da produção.
Assistência técnica busca ampliar mercados e gerar renda
De acordo com o chefe do escritório local da Emater em Monte Alegre, Francisco Carlos Lima, técnico em agropecuária e gestor público, a capacitação contínua é uma estratégia para aproximar os produtores das novas tecnologias e ampliar as oportunidades de mercado.
“A gente insiste no aprendizado recíproco, porque isso significa acompanhar as tendências, fazer valerem as políticas públicas e gerar trabalho e renda, inclusive sob a perspectiva de gênero, no sentido de empoderamento feminino”, afirma.
Para Renata Paixão, de 23 anos, produtora do Sítio Boa Esperança e integrante do Mulheres de Asa, o acesso à qualificação representa uma oportunidade de fortalecer a independência das mulheres do campo.
“São conquistas progressivas, que fortalecem nossa prática, nosso discurso e nossa vivência como mulheres rurais independentes e protagonistas”, destaca.
O Festival da Banana reafirma, assim, a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento de Monte Alegre, reunindo produção, conhecimento e iniciativas que contribuem para ampliar a renda e abrir novos caminhos para as famílias assentadas.
Foto: Arquivo/Agência Pará
Fonte: Aline Miranda/Emater
