Reconhecimentos federais reforçam a gravidade dos impactos da seca e do avanço do fogo nas áreas urbanas e rurais do município.
O Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), reconheceu duas situações de emergência em Mojuí dos Campos, no oeste do Pará, em decorrência da estiagem e dos incêndios florestais que atingem o município.
O reconhecimento mais recente, relacionado aos incêndios florestais, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (26), pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, após a Prefeitura de Mojuí dos Campos declarar situação de emergência por meio do Decreto Municipal nº 371, de 21 de outubro de 2026.
Anteriormente, o Governo Federal já havia reconhecido a situação de emergência provocada pela estiagem, com publicação no Diário Oficial da União de sexta-feira (23), referente ao Decreto Municipal nº 370.

Os dois reconhecimentos evidenciam os impactos da redução das chuvas, das altas temperaturas e da baixa umidade do ar, condições que comprometem o abastecimento de água, prejudicam a produção rural e favorecem a propagação de incêndios.
O decreto relacionado aos incêndios também alerta para os riscos provocados pela fumaça e pela fuligem, que comprometem a qualidade do ar e ameaçam a saúde da população, especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Na zona rural, os efeitos da estiagem e do fogo atingem diretamente as atividades agropecuárias e os meios de subsistência de pequenos produtores, ampliando a necessidade de assistência às comunidades afetadas.
Com os reconhecimentos federais, o município fica habilitado a solicitar recursos da União para ações emergenciais, incluindo assistência humanitária, fornecimento de água potável e outras medidas de resposta aos desastres, mediante análise e aprovação dos planos de trabalho apresentados.
Diante desse cenário, a atenção se volta principalmente às famílias que enfrentam a escassez de água, os prejuízos na produção rural e os riscos à saúde provocados pela fumaça. A expectativa é que as medidas emergenciais contribuam para reduzir os impactos e garantir assistência às comunidades mais afetadas.

Foto: Divulgação
Texto e edição: Elivaldo Pinto
