Entre os dias 8 e 12 de dezembro, forças de segurança do Brasil e da França realizaram uma série de ações integradas na região de fronteira com o objetivo de combater o avanço do garimpo ilegal e de crimes transnacionais. A iniciativa, batizada de Operação Guiana Shield, concentrou esforços nas áreas de fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, Suriname e República da Guiana.
A região é considerada estratégica e enfrenta o crescimento de atividades ilícitas que provocam prejuízos estimados em mais de 500 milhões de euros por ano. O garimpo ilegal é apontado como um dos principais vetores da criminalidade, alimentando redes envolvidas também com tráfico de armas, contrabando de migrantes e circulação ilegal de insumos utilizados na mineração clandestina.
A operação contou com a atuação integrada da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar do Amapá, IBAMA, além da Gendarmerie e da Polícia Nacional da França. A coordenação ficou a cargo do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), sediado em Manaus, e do Centro de Cooperação Policial Brasil–França (CCP), localizado na Guiana Francesa.
Durante a operação, foram realizadas fiscalizações no Rio Oiapoque, em rodovias da região e em áreas de difícil acesso, com patrulhamentos fluviais e terrestres, uso de drones e instalação de pontos de bloqueio em locais estratégicos.
Ao longo das ações, foram feitas mais de 1.100 abordagens a veículos, embarcações e motocicletas. Como resultado, dezenas de autos de infração foram lavrados, estrangeiros em situação irregular foram identificados e reconduzidos aos seus países de origem, além da prisão de um foragido da Justiça brasileira, localizado em uma região ribeirinha remota próxima ao Cabo Orange, no extremo norte do país.
A Operação Guiana Shield reforça a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado na Amazônia. A Polícia Federal destacou que a integração com as forças francesas tem sido fundamental para fortalecer a segurança e a ordem pública na região de fronteira.
Foto: Arquivo / Polícia Federal
