O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, ao longo de novembro, a Operação Xapiri Karuãna no Amapá, com ações na Floresta Estadual do Amapá (Flota Amapá) e no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque — que juntos formam a maior área contínua de floresta tropical protegida do planeta. A operação teve como objetivo reforçar o combate ao garimpo ilegal e fiscalizar lavras licenciadas, garantindo o cumprimento das condicionantes ambientais e a legalidade das atividades minerárias.

Durante as ações, as equipes identificaram graves irregularidades em lavras autorizadas, entre elas:

  • Descumprimento de condicionantes das licenças ambientais;
  • Uso intensivo de mercúrio, substância altamente tóxica e proibida em áreas sensíveis;
  • Supressão de vegetação em Áreas de Preservação Permanente (APP);
  • Extração além das poligonais oficialmente licenciadas.

Diante das infrações, o Ibama determinou a suspensão das atividades de pesquisa e lavra em três processos minerários de uma cooperativa da região. A retomada só será autorizada após a correção total das irregularidades constatadas.

No dia 13 de novembro, o órgão já havia desmantelado uma estrutura aérea utilizada para abastecimento do garimpo ilegal na região da Floresta dos Angelins Gigantes (PA). Nessa ação, foram embargados um hangar e uma pista clandestina, além da aplicação de R$ 4,8 milhões em multas. As equipes também destruíram um avião adaptado para transporte de carga, oito escavadeiras hidráulicas, uma draga, um barco, uma caminhonete, oito motores, dois geradores e quatro acampamentos clandestinos. No local, foram inutilizados 3.300 litros de diesel e 300 litros de combustível de aviação.

A operação também buscou proteger uma das árvores mais emblemáticas da Amazônia: a quarta maior árvore do mundo, com 88 metros de altura, localizada na Floresta dos Angelins Gigantes.

Sobre a Floresta dos Angelins Gigantes

A área é reconhecida mundialmente por abrigar algumas das maiores árvores da Amazônia, incluindo um exemplar com mais de 88 metros de altura — a quarta maior árvore do planeta. A presença dos angelins gigantes é resultado de uma singularidade ecológica desse bioma, amplamente estudada pela ciência, e desempenha papel essencial na preservação da biodiversidade para as futuras gerações.

Foto: Dipro / Ibama

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Ibama