A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (13) um julgamento virtual que decidirá se a decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, será referendada pelo colegiado. A sessão virtual está prevista para começar às 11h.

Durante o julgamento, os ministros também irão decidir se serão mantidas as prisões do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do banqueiro, e do escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações.

Além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques estarão aptos a votar. O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma, declarou-se suspeito e não participará do julgamento. Assim, a decisão contará apenas com quatro votos.

Em caso de empate, o resultado favorecerá Vorcaro, o que pode resultar na soltura do banqueiro.

Prisão

No dia 4 deste mês, Vorcaro voltou a ser preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura fraudes financeiras no Banco Master e uma tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

O ministro André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos elementos da investigação indicarem que Vorcaro teria dado ordens diretas a outros investigados para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de ter acesso antecipado ao conteúdo das investigações.

Segundo a apuração, mensagens encontradas no celular do banqueiro — apreendido pela PF — indicam que ele teria ameaçado o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”.

Mourão também foi preso durante a terceira fase da operação e tentou tirar a própria vida na carceragem da PF em Belo Horizonte.

As investigações ainda apontam que Vorcaro mantinha contato direto com dois servidores do Banco Central e recebia informações sobre o andamento das apurações contra o Banco Master no órgão.

Em 17 de novembro do ano passado, o banqueiro foi preso pela primeira vez ao tentar embarcar em um jatinho particular para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master por suspeitas de fraudes.

Após a prisão, a defesa obteve um habeas corpus na Justiça Federal em Brasília, permitindo que Vorcaro passasse a cumprir prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Foto: Secretaria da Administração Penitenciária (SP)
Com informações da Agência Brasil.

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