Condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode voltar à prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável ao pedido, alegando que o estado de saúde do ex-chefe do Executivo exige cuidados especiais.
A decisão agora está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.
Nesta segunda-feira (23), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu com Moraes para reforçar o pedido, apresentando laudos médicos. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o sistema prisional não oferece a assistência necessária diante do quadro clínico do ex-presidente.
Bolsonaro deixou a UTI após 10 dias internado no hospital DF Star e segue em tratamento contra pneumonia decorrente de broncoaspiração. Ele também apresenta problemas renais e chegou a registrar queda na saturação de oxigênio durante a internação.
Segundo a PGR, o ambiente familiar seria mais adequado para garantir a integridade física do ex-presidente, com possibilidade de reavaliações periódicas e manutenção das medidas de segurança.
Em março, Moraes já havia negado um pedido semelhante. Agora, caberá ao ministro decidir novamente sobre a concessão da prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e outros delitos. Ele está detido desde janeiro no Complexo da Papuda, em Brasília.
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Com informações do Correio Braziliense
