A Polícia Civil de Mato Grosso investiga integrantes de uma família suspeita de utilizar um projeto religioso para manter contato e prestar apoio a membros de uma facção criminosa. A investigação começou após uma denúncia anônima sobre a suposta entrada de celulares e outros objetos proibidos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Embora essa suspeita inicial ainda não tenha sido confirmada, as apurações revelaram indícios de uma relação mais ampla entre os investigados e a organização criminosa.

Segundo a polícia, foram encontrados registros de conversas, ligações telefônicas, fotografias, vídeos e movimentações financeiras que apontam contatos frequentes com presos, foragidos e lideranças da facção. As investigações também indicam que familiares recebiam dinheiro atribuído ao grupo criminoso e utilizavam contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos.

Os investigadores apuram ainda viagens da família ao Rio de Janeiro, onde os suspeitos teriam visitado uma comunidade dominada pela facção e mantido contato com criminosos foragidos. Imagens apreendidas mostram investigados ao lado de armamentos e de integrantes da organização criminosa.

Uma jovem presa preventivamente é apontada como responsável por oferecer apoio operacional à facção, utilizando a estrutura do projeto religioso para facilitar a comunicação entre lideranças presas e foragidas. A Polícia Civil informou que as investigações continuam com a análise do material apreendido e do fluxo financeiro para identificar a participação individual de cada envolvido e concluir o inquérito.

Foto: Reprodução

Fonte: G1 Mato Grosso

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