Suspeitos armados trocaram tiros com policiais e fugiram pelo rio Negro. Esta é a segunda grande apreensão de entorpecentes na mesma região em apenas três dias.
Uma operação das forças de segurança do Amazonas resultou na apreensão de aproximadamente 1,5 tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada em mais de R$ 32 milhões, nesta sexta-feira (23), na comunidade Aracari, zona rural de Novo Airão, a 115 quilômetros de Manaus.
A apreensão ocorreu após um confronto armado entre policiais e suspeitos de tráfico de drogas que transportavam os entorpecentes em embarcações pelo rio Negro.
A ação foi coordenada pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Novo Airão e da Secretaria-Executiva Adjunta de Inteligência (Seaint).
Segundo o delegado Rodrigo Torres, diretor do Denarc, as equipes receberam informações de que suspeitos de nacionalidade colombiana estariam transportando uma nova carga de drogas pela região, utilizando a mesma rota identificada em uma operação realizada na terça-feira (20).
Durante a abordagem, os suspeitos teriam desobedecido à ordem de parada e iniciado um confronto armado com os policiais. Após a troca de tiros, eles fugiram pelas águas do rio Negro, deixando para trás as embarcações carregadas de entorpecentes.
“Um grande prejuízo novamente para o narcotráfico”, destacou o delegado Rodrigo Torres ao comentar o resultado da operação.
Segunda apreensão em três dias
A operação desta sexta-feira ocorreu apenas três dias depois de outra ação policial na mesma comunidade, quando foram apreendidas aproximadamente 1,3 tonelada de skunk, avaliada em R$ 27,6 milhões.
Somadas, as duas apreensões representam cerca de 2,8 toneladas de drogas, com valor estimado em quase R$ 60 milhões.
As investigações continuam para identificar e localizar os envolvidos no transporte dos entorpecentes. O material apreendido foi apresentado na Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Foto: Nilton Ricardo/A Crítica
Com informações de A Crítica
