Crime previsto no artigo 155 do Código Penal brasileiro, o furto de energia gera prejuízos ao sistema elétrico, e põe em risco a segurança das pessoas que vivem próximas a essas redes clandestinas. Construídas sem nenhum critério técnico, e utilizando materiais improvisados, com remendos, as ligações clandestinas precisam ser combatidas por todos.

“Quem é atendido por uma rede que possui ligações clandestinas, pode acumular muitos prejuízos, que vão desde a queda na qualidade de fornecimento, até curtos-circuitos, que podem causar acidentes! O famoso “gato” não prejudica apenas o sistema elétrico, mas afeta diretamente que vive naquela região”, destaca Elton Lucena, executivo de segurança da Equatorial.

Em 2025, de janeiro a abril foram realizadas 162 operações de combate ao furto de energia em todas as regiões do estado com apoio de polícia civil e cientifica. Durante essas ações, foi identificado pelas equipes de fiscalização, uma média de consumo não registrado de mais de mil megawatts de energia, com um desvio potencial de mais de R$1,8 milhão não registrados.

A Equatorial tem ampliado o número de ações e conta com o apoio das Polícias Civil, Científica e Militar, nas operações em campo. No mesmo período de 2026, foram realizadas 285 operações em todo o estado, 85 na região metropolitana de Belém e Marajó. Durante as ações foi identificado um potencial desvio de quase 2 mil megawatts de energia entre janeiro e abril, o que representa mais de R$1,5 milhão não registrados.

“Quando nós falamos em megawatts, o problema pode parecer insignificante diante da magnitude do sistema elétrico paraense, mas, o volume potencialmente desviado em 2025, por exemplo, estamos falando de energia suficiente para manter 1.250 casas populares ao longo de 4 meses. Há famílias sendo prejudicadas, há comunidades sendo expostas ao clima de insegurança, e tudo por conta das ligações clandestinas”, explica o executivo.

O combate ao fruto de energia é contínuo, durante operação realizada em Portel, no Marajó, entre os dias 09 e 11 de junho, 18 imóveis residenciais e comerciais foram flagrados com ligações irregulares. Com apoio das polícias civil e científica do Pará, equipes da Equatorial identificaram medidores adulterados, conexões feitas com material sem controle de qualidade e ligadas diretamente na rede de energia. Em Altamira, no sudoeste do estado, no último dia 05, 15 flagrantes foram registrados pela polícia e estão sendo investigados. Os suspeitos de realizarem as ligações clandestinas, foram conduzidos para a delegacia e após serem ouvidos, devem responder pelo crime de furto de energia.

“Em uma rede onde existem ligações clandestinas, é comum os clientes sentirem oscilações de tensão, e essas variações podem causar, dentre outros prejuízos, a queima de equipamentos. O furto de energia não é bom para ninguém, nem mesmo para que acredita estar sendo beneficiado, pois desviar energia é crime, e acarreta as penalizações previstas em lei. Mas é ainda pior para o restante da sociedade, que acaba sendo penalizada e sofrendo perdas importantes, por isso é imprescindível que todos combatam essa prática criminosa e perigosa”, Elton Lucena.

Fotos: Divulgação

Com informações da Assessoria de Comunicação da Equatorial Pará

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