Grupo é acusado pelo Ministério Público de participar de dois assaltos com falsas abordagens policiais; um dos crimes envolveu cerca de 30 quilos de ouro e R$ 800 mil
A Justiça tornou réus oito investigados por dois roubos de ouro e dinheiro em Roraima. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Roraima (MPRR), por meio da Promotoria de Justiça Militar, do Controle Externo das Atividades Policiais e Custódia.
Segundo o Ministério Público, os envolvidos fariam parte de um grupo organizado que utilizava armas de fogo, falsas abordagens policiais e até veículos oficiais para praticar os crimes.
A investigação começou em março, após uma denúncia recebida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil sobre um roubo em que teria sido utilizada uma viatura descaracterizada.
Roubo de ouro e R$ 800 mil
O principal crime ocorreu em 29 de março, em uma residência no bairro Caçari, em Boa Vista. Conforme a denúncia, os suspeitos teriam utilizado uma falsa abordagem policial para entrar no imóvel.
Cerca de 30 quilos de ouro e R$ 800 mil em dinheiro foram levados. O valor total do material roubado foi estimado em mais de R$ 23 milhões.
O MPRR afirma que parte dos envolvidos teria atuado diretamente dentro da residência, enquanto outros deram suporte à ação.
Segundo roubo
Outro crime atribuído ao grupo ocorreu em 9 de janeiro, na região da Vila Sumaúma, na RR-325, entre Alto Alegre e Mucajaí.
Segundo a denúncia, os suspeitos teriam usado coletes semelhantes aos da Polícia Civil e um veículo oficial para abordar a vítima e roubar uma quantidade de ouro.
O Ministério Público também investiga os envolvidos por lavagem de dinheiro, apontando movimentações financeiras e evolução patrimonial consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados.
Prisões
Entre os oito réus estão delegados e investigadores das polícias civis de Roraima e do Amazonas, além de outros suspeitos.
Parte dos investigados foi presa durante a operação realizada em agosto. Outros se apresentaram ou foram localizados posteriormente.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva de seis dos oito acusados. Rayana Cabral Paes está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, enquanto Ariane Cabral Paes responde a medidas cautelares.
Os acusados passam a responder à ação penal e terão direito à defesa durante o processo.
Foto: Reprodução
Com informações da Folha BV
