A Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Combate a Crimes contra Direitos Individuais praticados por Meios Cibernéticos (DCCCDI), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), deflagrou nesta sexta-feira (13) a operação “Mendacium”, com apoio operacional da Polícia Civil do Amapá. A ação resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar.
A operação teve como foco a apuração de crimes de estelionato eletrônico e associação criminosa relacionados ao golpe conhecido como “falso intermediário” na negociação de veículos por meio do Marketplace do Facebook e do WhatsApp.
O nome da operação, de origem latina, significa “mentira” ou “fraude” e faz referência direta ao modo de atuação do grupo criminoso, que utilizava artifícios fraudulentos e falsas intermediações para enganar vítimas e obter vantagem ilícita.
Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam anúncios reais de veículos, enviando fotografias e dados verídicos dos bens para induzir as vítimas ao erro e simular uma intermediação legítima da venda. Após a negociação, os valores eram repassados via Pix para contas bancárias vinculadas a terceiros e, em seguida, transferidos rapidamente para outros integrantes do grupo.

De acordo com a delegada Vanessa Lee, titular da DECCC, diligências apontaram a ligação direta entre os investigados e a fraude. “Após representação pela quebra de sigilo bancário e análise técnica dos dados financeiros, foi constatada a movimentação fracionada e a vinculação entre os investigados, que, inclusive, são apontados em outras investigações por crimes da mesma natureza”, explicou.
Os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram cumpridos no Amapá. Dispositivos eletrônicos e documentos de interesse investigativo apreendidos serão submetidos à perícia técnica.
Ainda segundo a delegada, a operação evidencia a integração e cooperação interestadual entre as Polícias Civis do Pará e do Amapá. “Além do êxito da operação, a ação reforça o compromisso institucional no enfrentamento qualificado aos crimes cibernéticos e às organizações criminosas que atuam no ambiente digital”, concluiu.
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