A Polícia Federal (PF) assinou, nesta segunda-feira (18), em Manaus, um instrumento de financiamento destinado ao fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em territórios indígenas da Amazônia. A medida faz parte das ações estratégicas do programa “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, lançado durante o evento Brasil contra o Crime Organizado: Amazônia.

O documento foi assinado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad). Os recursos serão aplicados no fortalecimento das ações das FICCOs em áreas vulneráveis da Amazônia Legal, especialmente em regiões de fronteira e territórios indígenas afetados pela atuação de organizações criminosas.

A iniciativa busca ampliar a repressão qualificada ao crime organizado, reforçar a proteção territorial e fortalecer a integração entre as forças de segurança pública no enfrentamento a crimes ambientais, tráfico de drogas, armas, garimpo ilegal, grilagem de terras e extração ilegal de madeira.

O evento foi realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, estrutura coordenada pela Polícia Federal voltada ao intercâmbio de informações e à articulação de operações conjuntas entre estados da Amazônia Legal e países da Pan-Amazônia.

Durante a programação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a estratégia nacional tem como prioridade enfraquecer financeiramente as facções criminosas e combater o fornecimento de armas às organizações ilegais.

Já o diretor-geral da PF ressaltou os resultados das operações integradas realizadas pelas FICCOs na região amazônica. Segundo ele, as ações já provocaram prejuízos bilionários às organizações criminosas, especialmente no combate ao garimpo ilegal, tráfico de drogas e crimes ambientais.

A Polícia Federal também anunciou a ampliação da cooperação internacional no combate ao crime organizado na Amazônia, com a adesão de novos países europeus ao centro de cooperação, entre eles Espanha, Itália, Bélgica, Alemanha e Países Baixos.

Foto: Divulgação

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