Sete pessoas estão desaparecidas após o naufrágio de uma lancha a jato ocorrido na tarde desta sexta-feira (13), na região do encontro das águas, em Manaus. Órgãos de segurança do estado confirmaram duas mortes e o resgate de 70 vítimas com vida.

Núbia Lima da Silva, cunhada de uma das desaparecidas, pediu justiça e atribuiu o acidente à imprudência do comandante da embarcação.

“Na lancha estavam minha cunhada, o marido dela e o filho. Mas somente o João (filho) foi resgatado com vida. Eu quero minha cunhada de volta. Quem dirigia a embarcação sabia das crianças, dos idosos, das mulheres e mesmo assim agiu com imprudência. Eu quero justiça”, lamentou.

Segundo Núbia, a cunhada, identificada como Poliana Oliveira, chegou a pegar um colete salva-vidas, mas preferiu entregá-lo ao filho para garantir que ele fosse resgatado em segurança.

“Ela tentou subir no barco no momento do resgate, mas acabou escorregando e afundou sob a embarcação. Desde então não tivemos mais notícias dela nem do marido”, relatou.

Familiares que acompanharam a coletiva de imprensa realizada na noite de sexta-feira (13), no Porto de Manaus, demonstraram revolta e desespero. De acordo com relatos, o comandante estaria disputando velocidade com outra embarcação no momento do acidente.

“Foi muita irresponsabilidade. Uma lancha querendo competir com outra, sabendo dos perigos dos rios. Tinha que ter responsabilidade, porque estava levando vidas. Os passageiros gritaram que ele estava muito rápido, mas ele não quis ouvir. Ele estava fazendo disputa e agora aconteceu uma tragédia”, afirmou um familiar.

Após a coletiva, o comandante da lancha foi conduzido por policiais militares ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde deve prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias do naufrágio.

Foto: Junio Matos
Com informações de A Crítica