O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que uma equipe de fiscalização do órgão foi alvo de uma emboscada durante uma ação de combate à exploração ilegal de madeira no município de Manicoré, no sul do Amazonas, neste sábado (14).

A equipe, composta por cinco agentes, realizava atividades de fiscalização relacionadas à extração ilegal de madeira em ramais clandestinos dentro da Terra Indígena Tenharim-Marmelos, área que vem sendo reiteradamente afetada por invasões, desmatamento e retirada ilegal de recursos florestais.

Durante a ação, os agentes foram surpreendidos por um grupo criminoso formado por cerca de 30 pessoas, que agrediram os servidores e efetuaram disparos de arma de fogo. Diante da situação, os fiscais precisaram se abrigar na floresta para preservar a própria integridade física.

Apesar da violência, os servidores não ficaram feridos. O veículo utilizado pela equipe foi incendiado pelos agressores.

O caso foi comunicado à Polícia Federal, onde foi registrado o boletim de ocorrência. Alguns dos envolvidos já foram identificados, e as investigações estão em andamento para a responsabilização criminal dos autores.

Informações obtidas pela fiscalização indicam que parte da madeira extraída ilegalmente da Terra Indígena Tenharim-Marmelos é escoada e comercializada na região da Vila Santo Antônio do Matupi, localizada no km 180 da Rodovia Transamazônica (BR‑230).

A exploração ilegal de madeira permanece como um dos principais vetores de degradação ambiental na Amazônia. Estimativas apontam que, no estado do Amazonas, mais de 60% da exploração de madeira apresenta indícios de ilegalidade. Parte desse material, retirado principalmente de unidades de conservação e terras indígenas, é “esquentado” por meio de planos de manejo florestal fraudulentos.

O Ibama reafirmou que ataques a agentes públicos no exercício de suas funções são inaceitáveis e serão rigorosamente apurados pelas autoridades competentes. Nesta mesma semana, cinco pessoas foram condenadas pela Justiça pela destruição de uma aeronave do órgão ocorrida em Manaus, em 2021, evidenciando que atos de violência contra a fiscalização ambiental não ficarão impunes.

O instituto destacou ainda que continuará atuando para coibir a exploração ilegal de recursos naturais, em articulação com os órgãos de segurança pública.

Foto: Divulgação
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ibama

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