O pai e a madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira (6), em Palmas (TO), por suspeita de envolvimento na morte da criança. O menino foi encontrado sem vida na residência do casal na última segunda-feira (3).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, o pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, comunicou a morte do filho às autoridades e alegou que demorou a registrar a ocorrência por estar emocionalmente abalado. No entanto, um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a criança morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual.

O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de um vídeo gravado pela mãe do menino, no qual Gustavo afirma que não queria ir para a casa do pai porque, segundo ele, “ele me bate”. A defesa da mãe informou que ela já havia percebido sinais de violência, mas temia denunciar o ex-companheiro devido a supostas ameaças.

Em nota, as defesas do pai e da madrasta negam qualquer envolvimento no crime. Os advogados de Igor Gustavo afirmam que ele tem colaborado com as investigações desde o início e que a apresentação às autoridades ocorreu de forma previamente combinada para o cumprimento do mandado de prisão. Já a defesa de Kathellen Moreira informou que recorrerá da prisão preventiva e solicitará a substituição da medida por prisão domiciliar, em razão de ela ser mãe de uma bebê de cinco meses.

Diante da gravidade do caso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também anunciou a suspensão temporária da inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso enquanto as investigações prosseguem.

Foto: Reprodução/Instagram

Com informações da Agência Brasil.

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